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“Grupo de Contacto” quer acordo de paz até Abril

Victor Carvalho

O embaixador da Suíça em Moçambique, Mirko Manzoni, na qualidade de presidente do denominado “Grupo de Contacto”, disse esperar que até Abril esteja concluído o acordo de diálogo, para a consolidação da paz no país.

Os moçambicanos aguardam com expectativa a assinatura de um acordo de paz efectiva
Fotografia: DR

“Tal como é o desejo de muitos moçambicanos, também nós aguardamos com expectativa, a assinatura de um acordo de paz até Abril, que crie as condições necessárias para a paz definitiva em Moçambique”, referiu o diplomata helvético, através de um comunicado enviado à imprensa.
Esta posição surgiu depois de mais um encontro entre o grupo técnico conjunto para a Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR), os guerrilheiros da Renamo e o brigadeiro general Javier Perez Aquino, na cidade da Beira. O “Grupo de Contacto” reúne elementos da Renamo, Governo e peritos militares internacionais, chefiados por Javier Perez Aquino.
A Presidência moçambicana anunciou na semana passada que, na sequência do encontro realizado na cidade da Beira, o grupo técnico conjunto vai passar a realizar reuniões semanais, para efectivar a conclusão do processo.
O arranque do programa foi anunciado pelo Presidente Filipe Nyusi, no dia 6 de Outubro, acto que marcou a chegada ao país de nove peritos militares internacionais, liderados pelo argentino Javier António Perez Aquino, de 58 anos, cuja mais recente missão consistiu em supervisionar para as Nações Unidas o desarmamento de guerrilheiros na Colômbia.

Polícia captura suspeitos
As forças de defesa e segurança anunciaram ontem que capturaram mais três indivíduos, suspeitos de assassinarem há duas semanas dois cidadãos, no distrito de Nangade, na província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique.
Entretanto, no domingo foram presos, em Chimoio, 12 ugandeses suspeitos de estarem envolvidos em outros ataques efectuados no Norte do país.
Os suspeitos seguiam num autocarro, com destino a Maputo, foi-lhes apreendido dinheiro, de diferentes divisas - Moçambique, África do Sul e Uganda - num montante equivalente a dois mil dólares.
A Polícia apreendeu ainda 16 telemóveis, quatro lanternas e um computador portátil. Entre os primeiros suspeitos, todos residentes em Nangade, destaca-se um antigo líder comunitário, segundo fontes locais citadas pela “Rádio Moçambique”.
As vítimas, uma das quais professor e director da Escola Primária de Nangade, foram mortas à catana, no dia 30 de Janeiro, quando seguiam de motorizada por um caminho de terra batida, junto à aldeia de Mwangaza, para participar no arranque do ano lectivo.
O governador de Cabo Delgado, Júlio Paruque, esteve no domingo em Nangade, deixou uma mensagem de apoio às famílias das vítimas e apelou à comunidade para que se mantenha vigilante.
Em declarações, durante a tomada de posse de novos quadros das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Atanásio Mtumuke, disse que a situação está controlada, e considerou que a tropa continua no terreno a cumprir a missão.

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