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"Guerra" entre EUA e China domina encontros do FMI

Num discurso proferido na Universidade de Hong Kong, a líder do FMI, Christine Lagarde, vincou que estes são dois dos principais temas do encontro que reúne os principais líderes económicos mundiais em Washington entre hoje e domingo e que serão sublinhados no relatório sobre as Perspectivas Económicas Mundiais.

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“Os governos precisam de rejeitar o proteccionismo em todas as suas formas. A história mostra que as restrições à importação prejudicam toda a gente, especialmente os consumidores mais pobres”, vincou Lagarde em Hong Kong.
A declaração acontece numa altura em que a maior economia mundial, os Estados Unidos, lançou um aumento dos impostos alfandegários sobre o alumínio e o aço, originando por parte da China, a segunda maior economia, uma resposta semelhante, o que poderá desencadear uma guerra comercial mais alargada.
Fontes do FMI reconheceram que o debate proteccionista marcará o encontro, lamentando que o bom momento económico global, com crescimento generalizado em quase todo o mundo, seja ofuscado.
Outra das mensagens que será enfatizada em Washington é o perigo que decorre do aumento da dívida pública e privada, que chegou ao nível mais alto de sempre: 164 biliões de dólares.
“Novas análises do FMI mostram que, depois de uma década de condições financeiras fáceis, a dívida global chegou ao maior valor de sempre. A dívida pública nas economias avançadas está a níveis inéditos desde a Segunda Guerra Mundial, e se as tendências recentes continuarem, muitos países de baixo rendimento vão enfrentar um peso da dívida insustentável”, acrescentou a directora-geral do FMI.

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