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Guiné-Bissau: Nhamadjo sepultado com honras de Estado

O antigo Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, foi sepultado no jazigo da família, na sua residência, em Bissau, com honras de Estado, perante familiares, líderes religiosos e políticos, mas longe dos olhares da imprensa, noticiou, ontem a Lusa.

Fotografia: DR

Falecido em Lisboa, onde se encontrava em tratamento médico, a 17 de Março, o corpo de Serifo Nhamadjo, de 62 anos, mereceu uma homenagem na sede do Parlamento guineense, que também liderou, com discursos de vários políticos.

De forma unânime todos lembraram as qualidades de Serifo Nhamadjo como “grande estadista, nacionalista convicto e profundo amante da paz”.
O discurso em nome do Parlamento foi feito por Satu Camara, que destacou o facto de Nhamadjo ter sido “um precursor da conferência nacional de reconciliação” entre os guineenses, iniciativa que ainda não se realizou.

Dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Serifo Nhamadjo também foi referenciado pelo líder da bancada parlamentar daquela formação política, Califa Seidi, como “alguém que deve ser fonte de inspiração da juventude” guineense.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, presenciou as exéquias fúnebres no Parlamento, mas não fez discurso, tendo anunciado, através dos serviços da Presidência, que a Nhamadjo será atribuído, a título póstumo, a mais alta condecoração do país, a medalha Amílcar Cabral, pelos serviços prestados à nação.

O presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, e o Primeiro-Ministro, Nuno Nabian, foram os representantes do Estado guineense no funeral realizado num ambiente de recolhimento familiar, perante líderes muçulmanos, a religião de Serifo Nhamadjo, mas longe dos olhares de populares e da imprensa.

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