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Guiné Equatorial inaugura primeira central de armazenamento de gás natural

O ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial inaugurou a primeira central de armazenamento e regasificação de gás natural liquefeito em Cogo, na fronteira com o Gabão, salientando a importância dos pequenos projectos.

Fotografia: DR

 "A LNG2AFRICA [um projecto para utilizar o gás natural africano no próprio continente] tem um objectivo claro de desenvolver pequenos projectos de gás natural liquefeito para fornecer gás aos países e regiões com infraestruturas limitadas", disse Gabriel Lima durante a visita às instalações, em Cogo.

"Numa altura em que os grandes projectos africanos de gás natural fazem as manchetes, convém lembrar que os projectos de menor dimensão que lidam com as necessidades das regiões com falta de energia oferecem oportunidades para monitorar o nosso gás para as nossas economias, e para mobilizar as nossas empresas para os projectos chave de infraestruturas da região", acrescentou o governante.

No comunicado, difundido pela Câmara de Energia Africana, lê-se que "a Guiné Equatorial deu mais um passo para se transformar num 'hub' [plataforma] para África, com a inauguração da primeira central de armazenamento e regasificação a ser construída na costa ocidental africana". O objectivo é que África deixe de exportar a esmagadora maioria do gás e petróleo que produz, optando por transformá-lo em combustível sem ter necessidade de o importar de outro continente.

A central, com uma capacidade de armazenamento de 14 mil metros cúbicos em 12 tanques, "é a primeira do género e permite que o gás natural liquefeito seja distribuído na parte continental", acrescenta-se no comunicado. "Este projecto é um exemplo de uma solução energética eficiente face ao custo para as necessidades energéticas da parte continental da Guiné Equatorial", lê-se no comunicado, que salienta que esta central serve não apenas para o país lusófono, mas também para os seus vizinhos regionais.

Inserida na estratégia de apostar no gás natural para superar a crise económica decorrente da redução da produção petrolífera e da queda dos preços do petróleo, este projecto no âmbito da LNG2AFRICA foi liderado pela construtora local Elite Construciones, com os tanques a serem construídos pela norte-americana Cobalt, para além das alemãs Noorwerk e ESC, no desenho e construção da central.

Em abril deste ano, a Guiné Equatorial assinou um conjunto de acordos com petrolíferas como a Atlas Oranto Petroleum, Noble Energy, Marathon Oil, Glencore e Guvnoro, para tornar mais rentável a produção dos poços petrolíferos em declínio, investindo 350 milhões de dólares para juntar a produção de pequenos poços na Guiné Equatorial e no Golfo da Guiné e assim compensar a descida de produção no poço Alba.

"O desenvolvimento da plataforma de gás Alen foi o primeiro passo na concretização da visão do país se tornar uma megahub de gás para a sub-região" através da rentabilização da produção, que levaria ao desenvolvimento industrial e crescimento económico, conclui o comunicado.

 

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