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Guterres pede respeito pelo embargo de armas

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou ontem a todos os países que respeitem o embargo de armas à Líbia, adiantando que as armas ilegais estão a alimentar o conflito no país.

O apelo de Guterres surge num memorando distribuído antes do Conselho de Segurança das Nações Unidas ter aprovado por unanimidade uma resolução a prolongar por mais um ano a inspecção de navios provenientes ou que se dirigem para a Líbia para assegurar o cumprimento do embargo de armas.
Guterres assinalou que os especialistas das Nações Unidas que monitorizam o embargo de armas sinalizaram que alguns países individualmente e organizações regionais “reportaram transferências ilícitas de armas e material relacionado a entrar e a sair da Líbia”. Para o Secretário-Geral das Nações Unidas, implementar todas as medidas relacionadas com o embargo de armas “é de imediata relevância para atenuar a situação actual” e de “crucial importância para a protecção dos civis e a restauração da segurança e estabilidade na Líbia e na região”.
A guerra civil na Líbia, iniciada em 2011, levou à deposição e depois à morte de Muammar Kadhafi, mergulhando o país no caos e provocando a divisão entre uma administração, na capital Tripoli apoiada pelas Nações Unidas e que controla o Oeste do país e um Governo rival no Leste, alinhado com o Exército Nacional da Líbia liderado por Khalifa Hafter. Cada um é apoiado por um conjunto de milícias e grupos armados que disputam os recursos e o território.

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