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Historiadora alerta para aumento do ódio no mundo

A historiadora chefe do Yad Vashem, o Memorial do Holocausto, em Jerusalém, alertou para um crescente anti-semitismo no mundo, explicando que existe um fenómeno a que chama “fadiga do Holocausto” que está a atingir as gerações mais recentes.

Fotografia: DR

“Os jovens pertencentes à terceira geração pós-guerra questionam a história do Holocausto, como parte de um processo de fortalecimento das suas identidades nacionais e de necessidade de distância em relação a sentimentos de culpa e responsabilidade”, referiu Dina Porat em declarações por ocasião da celebração do 75º aniversário da libertação do campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau, assinalado com cerimónias em Jerusalém e na Polónia.
Além disso, esta terceira geração “evidencia uma notável ignorância sobre a Segunda Guerra Mundial”, alerta, relacionando a situação com “o desvanecimento do sentimento de obrigação da Europa em relação aos judeus, que permite aparecerem sentimentos anti-semitas”.
“Há muito mais ódio no mundo hoje”, diz a historiadora, que dá o exemplo dos supremacistas brancos norte-americanos e dos neonazis europeus.
Porat, que dirige o Centro Kantor para o Estudo do Judaísmo na Europa, adianta ainda que o aumento do anti-semitismo também provém da “crise das democracias” e do fortalecimento da direita na Europa que, diz, “são máscaras do anti-semitismo tradicional”.
A historiadora chefe do Yad Vashem, o Memorial do Holocausto em Jerusalém que recebeu, na quinta-feira, mais de 40 líderes mundiais no Fórum Mundial do Holocausto, defende que educar os jovens e ensinar-lhes a ter a mente aberta é uma prioridade que não pode ser esquecida.
“Acho que o Holocausto pode ser um ponto de partida para ensinar, com base no que aconteceu connosco enquanto minoria, e educar os jovens sobre igualdade, sobre aceitar o outro e sobre estar abertos a outras ideias”, disse.

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