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HRW pede julgamento de um general congolês

A Organização Não Governamental Human Rights Watch (HRW), apelou ao julgamento do Chefe do Estado-Maior adjunto das Forças Armadas Congolesas (FARDC), tenente -general Gabriel Amisi Kumba, pelos crimes cometidos em Kisangani, noticiou ontem a AFP.

Fotografia: DR

A HRW avança que o general Amisi está implicado em várias atrocidades cometidas na cidade de Kisangani pelo então movimento rebelde União Congolesa para a Democracia (RCD-Goma), na época apoiada pelo Rwanda.
“Para reprimir uma revolta, os membros do alto comando da RCD em Goma coordenaram uma violenta campanha de repressão, matando cegamente civis e os combatentes capturados, cometendo agressões e pilhagens sistemáticas”, denuncia a organização internacional.
Mais de 160 pessoas foram mortas em poucos dias, indica a Human Rights Watch, reiterando que o general Amisi esteve implicado nos actos.“O general Gabriel Amisi, então chefe do Estado-Maior adjunto para a logística das forças da RCD em Goma esteve directamente implicado nas torturas”, segundo investigações feitas pela HRW, tendo sido visto na região de Tshopo antes de os combatentes executarem sumariamente os agentes da Polícia e militares governamentais.
A ONG acusa também o responsável militar congolês de ter comandado as forças que em Setembro de 2002 massacraram 56 civis e provavelmente raptaram muitos outros, durante a ofensiva contra uma milícia maï-maï, então aliada do Governo.
Em 2012, peritos independentes acusaram o antigo rebelde, na qualidade de chefe do Estado-Maior das Forças terrestres, de ter dirigido uma rede de venda de armas aos movimentos revoltosos do Leste da RDC, o que lhe custou a função que exercia na altura.

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