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Human Rights denuncia aumento de pressão política na Tanzânia

As autoridades da Tanzânia aumentaram a repressão contra os partidos da oposição, os meios de Comunicação Social e as Organizações Não-Governamentais no período que antecede as eleições gerais de 28 de Outubro, denunciou, hoje, a Human Rights Watch (HRW), segundo a Reuters.

Eleitores tanzanianos vão às urnas no próximo dia 28 de Outubro para escolher deputados
Fotografia: DR

Desde meados de Junho, pelo menos, 17 opositores e críticos do Governo do Presidente John Magufuli, que concorre à reeleição, foram detidos neste país, disse a HRW num comunicado emitido em Nairobi e a que a Reuters teve acesso. 

As autoridades, também, actuaram contra os órgãos não-governamentais para limitar a sua capacidade de monitorizar as eleições, uma vez que a Comissão Nacional Eleitoral publicou listas de observadores aprovados em Julho, mas excluiu organizações que tinham anteriormente coordenado este processo.

A HRW observou também que o Executivo impôs novas restrições aos meios de Comunicação Social, revogando a licença de um jornal afiliado a um membro da oposição e restringindo a liberdade dos jornalistas na cobertura da pandemia da Covid-19. De acordo com Magufuli, o país foi salvo da pandemia do novo coronavírus pelas suas contínuas preces a Deus.

O Governo também adoptou regulamentos em Junho que proíbem os meios de Comunicação Social tanzanianos de trabalhar com congéneres estrangeiras sem a presença de pessoal da Autoridade Reguladora e de Comunicações ou outra agência governamental.

Um mês depois, restringiu a publicação de conteúdos em redes sociais e na Internet, incluindo conteúdos que apoiam a organização de manifestações públicas ou que “promovem a homossexualidade”. “Não é coincidência que o Governo da Tanzânia tenha aumentado a repressão sobre a oposição, os grupos activistas e os meios de comunicação tão próximo das eleições”, disse Oryem Nyeko, investigador africano da Human Rights Watch.

“Em vez de defenderem o direito à livre expressão neste momento crítico, as autoridades tomaram medidas que suscitam preocupações sobre eleições livres e justas”, acrescentou Nyeko.

 

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