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Irão acusa Arábia Saudita de criar divisões na região

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou hoje a Arábia Saudita de “semear a divisão” no Médio Oriente e criticou as “tentativas de mobilização” sauditas contra o Irão.

Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão
Fotografia: DR

“A Arábia Saudita continua a semear a divisão entre os países muçulmanos e da região, cumprindo os desejos de Israel”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Teerão, Abbas Moussavi.
“Nós encaramos as tentativas da Arábia Saudita de mobilização de países vizinhos contra o Irão como um prolongamento das tentativas fúteis da América e do Governo sionista”, acrescentou. Na quinta-feira, a Arábia Saudita organizou em Meca uma reunião entre representantes dos países do Golfo e um encontro da Liga Árabe, no contexto das tensões com Teerão, agravadas após os ataques contra navios, incluindo três petroleiros que se encontravam ao largo dos Emirados Árabes Unidos.
Nos dois encontros, o rei Salmane da Arábia Saudita posicionou-se contra o Irão que acusa de ter organizado as acções de sabotagem ocorridas no passado dia 12 de Maio em quatro navios além do ataque contra estações de bombagem de petróleo em território saudita.
Além dos encontros de Meca, a Arábia Saudita acolhe hoje uma reunião da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) sobre a situação na região.
O comunicado final da cimeira árabe realizada na quinta-feira denuncia as ingerências do Irão e o apoio de Teerão aos houthis que combatem no Iémen contra a coligação internacional chefiada por Riade, desde 2015.
O mesmo documento refere igualmente que o Irão “ameaça” o movimento marítimo no Golfo.
Face às acusações, o porta-voz da diplomacia iraniana nega “as alegações infundadas” contra Teerão.
Após as reuniões de Meca, o conselheiro norte-americano para a Segurança Nacional, John Bolton, disse que o Irão “está por trás” dos actos de sabotagem de 12 de Maio.
As autoridades iranianas consideram “risíveis” as acusações do conselheiro do Presidente dos Estados Unidos para a Segurança Nacional, John Bolton.

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