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Jornalistas guineenses fazem vigília de protesto

Dezenas de jornalistas da Guiné-Bissau realizaram, quinta-feira, uma vigília, organizada pelo Sindicato dos Jornalistas, junto à Rádio Capital FM, em Bissau, silenciada na sequência de um ataque, no âmbito da campanha “Zero Comunicação”.

Além da vigília, o Sindicato de Jornalistas pediu, também, aos órgãos de comunicação social para realizarem um dia de silêncio, sem notícias, reportagens e programas.
Fotografia: DR

“Convocamos este encontro com o objectivo de protestar contra os acontecimentos na rádio, uma grave violação da liberdade de expressão. Estamos a pressionar as autoridades competentes na matéria para agir no sentido de levar à justiça os responsáveis”, afirmou à Lusa, Diamantino Domingos Lopes, secretário-geral do Sindicato de Jornalistas guineense.

Além da vigília, o Sindicato de Jornalistas pediu, também, aos órgãos de comunicação social para realizarem um dia de silêncio, sem notícias, reportagens e programas. Vários órgãos de comunicação social aderiram à iniciativa do Sindicato de Jornalistas e estiveram em silêncio.

“Com a Zero Comunicação pretendemos mostrar que o sector da comunicação social é vital para o desenvolvimento do país e pedimos que se mantivessem em silêncio durante o dia de ontem, para mostrarmos o nosso desagrado com o que se está a passar no sector”, salientou Domingos Lopes.

A Rádio Capital FM em Bissau foi vandalizada, a 26 de Julho, por um grupo de homens armados que invadiu as instalações e as destruiu, impedindo a emissora de funcionar. Apesar das instalações destruídas, a Rádio Capital FM está a transmitir alguns programas através da página oficial no Facebook, na qual também anunciou que já foi ouvida pela Polícia Judiciária guineense no âmbito da investigação ao ataque.

O ataque motivou reacções de toda a sociedade civil guineense e de vários partidos políticos. O Governo e o Presidente também condenaram o ataque, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

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