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Jovens marcham contra a xenofobia

Dezenas de jovens moçambicanos marcharam ontem, em Maputo, contra a onda de violência xenófoba na África do Sul, uma iniciativa que faz parte da campanha designada “unidos contra a xenofobia”, que junta várias Organizações Não Governamentais moçambicanas.

Os jovens repudiam actos de xenofobia na África do Sul
Fotografia: DR


Segundo a Lusa, a marcha iniciou-se às primeiras horas da manhã na Praça da Independência, quando dezenas de pessoas se reuniram ao lado da estátua do primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel.
“O que nós queremos é mostrar o nosso repúdio e indignação, ao mesmo tempo, expressar a nossa solidariedade para com os nossos irmãos que estão a sofrer com estes ataques. Esperávamos por mais pessoas, mas mesmo com as poucas que cá estão vamos perseguir”, disse Lucília de Fátima, coordenadora da ONG Kibatsira, que organizou a marcha.
Empunhando cartazes com mensagens de repúdio à xenofobia, o grupo, composto maioritariamente por jovens, entoava hinos de exaltação à união dos africanos, marchando pela capital, num percurso de pouco mais de dois quilómetros, sob escolta de contingente policial, que impediu o grupo de ir até à Embaixada sul-africana em Maputo.
“A nossa intenção era ir até à Embaixada sul-africana e o Município autorizou, como atesta o documento que temos, mas a Polícia diz que só podemos ir à estátua de Eduardo Mondlane. Isso fere o nosso objectivo porque queríamos entregar uma carta ao embaixador e ele estava à nossa espera”, lamentou a activista moçambicana Mangia Macuacua.
O grupo ainda tentou fazer o percurso definido preliminarmente, mas a Polícia bloqueou o caminho, obrigando os manifestantes a seguirem na direcção contrária, para a estátua do nacionalista Eduardo Mondlane, a mais de três quilómetros da Embaixada sul-africana.

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