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Lesotho: Maesaiah Thabane deve regressar à prisão

A esposa do antigo Primeiro-Ministro do Lesotho, Thomas Thabane, acusada do assassínio da primeira mulher do governante, deverá regressar à prisão, após o tribunal ter anulado a imunidade judicial de que beneficiava pelo facto de o marido se ter demitido do cargo, o que lhe permitia aguardar em liberdade o desenvolvimento do processo, noticiou,hoje, a AFP.

Maesaiah Thabane, de 43 anos, foi acusada, em Fevereiro, de envolvimento no assassinato de Lipolelo Thabane
Fotografia: DR

Maesaiah Thabane, de 43 anos, foi acusada, em Fevereiro, de envolvimento no assassinato de Lipolelo Thabane, a primeira mulher do antigo Chefe de Governo, em 1997. O caso mergulhou o Lesotho numa grave crise política e precipitou a demissão, há duas semanas, de Thomas Thabane, de 80 anos, que foi abandonado pela coligação que tinha apoiado o seu governo durante três anos.

Numa nova reviravolta no processo, o Supremo Tribunal do Lesotho anulou as imunidades de que beneficiava a senhora Thabane, em virtude de o marido ter deixado o cargo de Primeiro-Ministro, ordenando o regresso à prisão onde deverá aguardar preventivamente pelo desenvolvimento do processo na qualidade de arguida.

“A decisão do Supremo Tribunal de Justiça de libertar a segunda arguida (Thabane) foi anulada e o seu pedido foi remetido para outro juiz”, afirmou na audiência o presidente daquele tribunal de recurso, Kanananelo Mosito. O magistrado justificou a decisão, recordando que Thabane tinha sido libertada “a uma velocidade muito invulgar” e “sem que fossem ouvidas testemunhas”. O chefe-adjunto da Polícia, Paseka Mokete, declarou posteriormente estar disposto a prender a esposa de Thabane logo que seja proferida a sentença.

Numa entrevista à agência France-Press, no início deste mês, o ex-Primeiro-Ministro Thomas Thabane tinha defendido a inocência da mulher. “Toda essa lama que foi mexida para tentar implicá-la, francamente não está a funcionar”, afirmou. O próprio ex-Primeiro-Ministro está implicado no caso, mas nega qualquer responsabilidade. “Não matei ninguém, muito menos a minha mulher”, sublinhou à agência noticiosa.

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