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Liberais e nacionalistas “ameaçam” socialistas

Cerca de 400 milhões de cidadãos europeus concluíram ontem a eleição de 751 deputados do Parlamento Europeu para a legislatura 2019-2024 num calendário iniciado na quinta-feira.

Fotografia: DR

Além da abstenção, que tem crescido a cada nova eleição e nas últimas europeias (2014) foi de 57 por cento no conjunto dos Estados-membros, estas eleições foram marcadas pela expectativa de uma maior fragmentação do PE, com a “coligação” maioritária entre conservadores e socialistas ameaçada pelo crescimento de liberais e nacionalistas.
Outra das particularidades deste exercício eleitoral é a provável alteração da composição do hemiciclo e, consequentemente, da correlação de forças no PE aquando da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).
A Holanda e o Reino Unido foram, na quinta-feira, os primeiros Estados-membros a votar, seguindo-se, na sexta-feira, a Irlanda e a República Checa, onde o voto se prolongou por dois dias. Letónia, Malta e Eslováquia votaram sábado e todos os outros Estados-membros, incluindo Portugal, escolheram ontem para a ida às urnas.
Até que o Brexit se concretize, o Reino Unido elegeu 73 eurodeputados e o PE mantém os 751 lugares actuais. A partir do momento que o país deixe de ser membro, o PE passa a ter 705 eurodeputados, com parte dos 73 lugares dos britânicos a serem redistribuídos por outros Estados-membros e outra parte a ficar numa 'reserva' para futuros alargamentos.
A afluência às urnas nas eleições europeias em Espanha, até às 14h00 locais, foi de 34,71 por cento, 10 pontos percentuais acima da de 2014, explicado pelo efeito de “arrasto”, por se realizarem ao mesmo tempo das municipais e regionais.
Por outro lado, e também segundo os dados fornecidos pelo Ministério espanhol do Interior (Administração Interna), a taxa de participação nas eleições municipais é, até à mesma hora, de 35,20 por cento, um pouco mais do que a taxa da última consulta, realizada em 2015.
O secretário de Estado da Comunicação do Governo espanhol, Miguel Ángel Oliver, sublinhou, quando apresentou estes dados, que o aumento da participação nas europeias estava a ser influenciado pela sua realização ao mesmo tempo das municipais.
Em França, ao meio-dia, a afluência às urnas também era superior em 3,5 em relação ao escrutínio anterior (15,70 por cento). Também a Roménia e a Polónia registaram uma participação superior.
Em Portugal, ao meio-dia tinham ido votar 11,56 por cento dos eleitores, contra os 12,14 de há cinco anos à mesma hora.

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