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Líbia: Sede do Executivo rival incendiada em Benghazi

Manifestantes incendiaram, hoje de manhã, a sede do Governo rival da Líbia, sediado em Benghazi, a segunda cidade do país, causando importantes danos materiais, segundo uma fonte governamental.

Manifestantes atearam fogo à sede do Governo de Haftar
Fotografia: DR

“Nas primeiras horas de ontem, um grupo de manifestantes atacou o edifício do Conselho de Ministros e incendiou-o antes de fugir”, disse à agência France-Press uma fonte do Ministério do Interior do Governo rival. Polícias e bombeiros chegaram rapidamente ao local para tentar controlar as chamas que devastaram a entrada principal do prédio, segundo a mesma fonte.

Já em Al-Marj, 100 quilómetros a Leste de Benghazi, agentes da Polícia dispararam balas reais para dispersar os manifestantes que forçaram a entrada na sede da corporação. Pelo menos, cinco pessoas ficaram feridas, segundo testemunhas contactadas pela AFP e o Hospital Central da cidade.
O Ministério do Interior do Governo rival exortou os manifestantes nas cidades do Leste a “não atacarem os bens do Estado” e a “respeitarem o direito ao protesto pacífico”, segundo um comunicado a que aquela agência teve acesso.

A Líbia, que possui as reservas de petróleo mais abundantes da África, mergulhou no caos após a queda e morte de Muammar Kadhafi em 2011.
O poder no país está actualmente dividido entre o Governo de Acordo Nacional (GNA), de Fayez al-Sarraj, sediado em Tripoli e apoiado pela ONU, e o Governo rival do Leste, que apoia o marechal Khalifa Haftar.

Sarraj conta com a ajuda da Turquia e Hafter com o apoio da Rússia e do Egipto.

Desde Janeiro, grupos pró-Haftar bloquearam os mais importantes portos e campos de petróleo do país para exigir uma distribuição equitativa, segundo eles, das receitas do petróleo administradas pela GNA. Este bloqueio, que custou milhões de dólares em receitas perdidas, de acordo com os últimos dados da empresa estatal de petróleo, agravou a vida dos líbios.

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