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Líder do Kosovo indiciado pelo TPI

O Presidente do Kosovo, Hashim Thaçi, deslocou-se, ontem a Haia para enfrentar os procuradores que o indiciaram por crimes de guerra durante e após a guerra contra a Sérvia, uma visita que definiu como o “preço da liberdade” para o seu país.

Líder do Kosovo indiciado pelo TPI
Fotografia: DR

“Hoje estou aqui para respeitar aquilo por que sonhei e combati. Um Kosovo livre e independente baseado nos direitos individuais, numa sociedade multiétnica e no Estado de Direito”, disse Thaçi no exterior do edifício do Tribunal, que investiga os presumíveis crimes de guerra cometidos pelo Exército de Libertação do Kosovo (UÇK), no decurso e após a “guerra da independência” contra a Sérvia (1998-1999).

“Estou pronto a enfrentar o novo desafio e a vencer pelo meu filho, pela minha família, pelo meu povo, pelo meu país”, acrescentou Thaçi, que no decurso do conflito ocupava o cargo de líder político do UÇK.

Em entrevista à televisão local, emitida no domingo, Hashim Thaçi disse que se deslocava a Haia para provar perante os procuradores que investigam os alegados crimes de guerra que não desrespeitou as regras internacionais, apesar de estar indiciado por diversos crimes, incluindo o envolvimento em cerca de 100 assassinatos durante e após o conflito.

“Ninguém pode reescrever a história”, disse.

“Este é o preço da liberdade. Acredito na paz, verdade, reconciliação e Justiça. Acredito no diálogo e nas boas relações com todas as nações”, assegurou o Presidente.

Thaçi falou aos jornalistas mas não respondeu a qualquer questão antes de entrar no edifício para discutir com os procuradores o indiciamento que lhe foi dirigido em Abril.

Um juiz está a estudar o processo e ainda não decidiu se confirma ou rejeita as acusações. O actual líder do Kosovo e o antigo presidente do Parlamento Kadri Veseli, também indiciado, negaram responsabilidade pelos crimes de guerra.

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