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Líder do partido no poder condenado por corrupção

O Supremo Tribunal da Roménia confirmou a condenação a três anos e meio de prisão por desvio de fundos públicos do líder do Partido Social-Democrata (PSD), um dia depois de o partido de esquerda, no poder, ter perdido as europeias para partidos centristas.

Liviu Dragnea
Fotografia: DR

O Supremo Tribunal da Roménia confirmou a condenação a três anos e meio de prisão por desvio de fundos públicos do líder do Partido Social-Democrata (PSD), um dia depois de o partido de esquerda, no poder, ter perdido as europeias para partidos centristas.
Liviu Dragnea, de 56 anos, não estava presente na sala de audiências, mas deram-lhe 24 horas para se entregar numa esquadra da Polícia para começar a cumprir a pena, que arrisca pôr um ponto final na sua ambição política. O homem forte do país liderou o PSD à vitória nas legislativas em Dezembro de 2016, mas foi impedido de ser Primeiro-Ministro por causa de uma condenação a pena suspensa num outro processo, referente à fraude eleitoral.

"O tribunal mantém a pena que foi decretada na primeira instância", indicaram os juízes ao recusarem o recurso no caso de corrupção através de um esquema de empregos fictícios que envolve o líder do partido histórico romeno.

Este domingo, à margem das europeias, os romenos votaram a favor de um referendo convocado pelo presidente centrista Klaus Iohannis para impedir que o PSD continue a retirar poder aos tribunais. Os seus críticos dizem que o objectivo de Dragnea é enfraquecer o código penal e poder escapar aos diferentes processos de que é alvo. Ele alega que os magistrados estão a ser instrumentalizados para o derrubar.

Segundo o presidente, mais de seis milhões de romenos, cerca de 80por cento dos que compareceram domingo nas urnas, votaram a favor da reforma constitucional. "Deram uma lição dura ao populismo, à demagogia e ao discurso antieuropeu e anti-justiça do PSD", disse em conferência de imprensa.

Muitos romenos no estrangeiro foram impedidos de votar, por causa da burocracia e falta de funcionários nos consulados. O referendo foi convocado por Iohannis com o objectivo declarado de impedir a agenda de alterações judiciais do PSD, que impulsionou a redução das penas e o tempo de prescrição de diversos delitos de corrupção através de decretos governamentais que evitavam a passagem pelo parlamento. A consulta perguntava aos romenos se apoiavam a proibição de indultos a indiciados por corrupção, e os decretos governamentais como instrumento para reformar o sistema de justiça.

De acordo com os dados oficiais da comissão eleitoral, a participação atingiu mais de 41por cento dos inscritos, 11 pontos acima da barreira dos 30 por cento necessária para validar a consulta, que não possui carácter vinculativo, mas constitui uma significativa mensagem política. "Venceu a Roménia europeia e democrática, a Roménia em que a justiça é independente e na qual os ladrões e delinquentes estão na prisão e não à frente do Estado", afirmou Iohannis na sua mensagem à nação.

 

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