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Líderes da Somália e região semiautónoma retomam diálogo

Os líderes da Somália e da região semiautónoma, cuja independência não é reconhecida internacionalmente, retomaram ontem o diálogo no Djibuti para tentar melhorar as relações e promover a estabilidade do país.

Ismail Omar Guelleh, Presidente do Djibuti e anfitrião desta reunião.
Fotografia: DR

O retomar das negociações é uma ilustração perfeita da contínua determinação dos líderes da região de resolver as diferenças através do diálogo", disse Ismail Omar Guelleh, Presidente do Djibuti e anfitrião desta reunião através da sua conta no Twitter, avançou hoje a agência de notícias Efe. Na reunião em Djibuti participaram os Presidentes da Somália, Mohamed Farmajoo, e o seu homólogo da Somalilândia, Muse Bihi Abdi, além do primeiro-ministro etíope e Prémio Nobel da Paz, Abiy Ahmed, que participou como convidado e mediador.

"Chega um momento na vida de em líder em que as pessoas presentes na sala têm de tomar decisões que vão ajudar a maioria do seu povo e que farão o melhor para a maioria da população. Essa coragem política é pedida hoje, e creio que estão à altura ", afirmou o Presidente do Djibuti no seu discurso na abertura das negociações.

A Somalilândia, região semiautónoma da Somália, esteve sob domínio britânico até 1960 e tem a sua própria Constituição, moeda e Governo, mas a sua independência nunca foi reconhecida internacionalmente. A região declarou a sua separação da Somália em 1991, ano em que foi derrubado Mohamed Siad Barre, o que provocou a instabilidade governativa, levando a um conflito armado entre os chamados senhores da guerra e milícias islâmicas radicais.

Nas últimas décadas, a Somália e região semiautónoma fizeram várias tentativas de diálogo, mas sem sucesso, com a independência da região secessionista no centro do conflito. O Governo da Somália reconheceu no sábado o líder da região semiautónoma de Jubaland, Ahmed Madobe, após vários meses de tensão e violência na região, noticiou a agência France-Presse.

Madobe, um aliado do Quénia que em 2012 perseguiu no bastião de Kismayo os 'jihadistas' do Al-Shabab, com ligações à Al-Qaida, foi reeleito em agosto de 2019 numa eleição muito disputada e cujo resultado o Governo da Somália se recusou a reconhecer.

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