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Líderes mundiais saúdam fim do “califado” jihadista

O Presidente norte-americano, Donald Trump, saudou o fim do “califado” do grupo Estado Islâmico (EI) e prometeu que os Estados Unidos permanecerão alertas à principal organização jihadista do mundo.

Aliança de combatentes curdos e árabes conquista Bagouz
Fotografia: DR

Num comunicado divulgado sábado, Trump elogiou os esforços da coligação militar internacional, incluindo as forças de segurança iraquianas e as Forças Democráticas da Síria (FDS) para a libertação de todos os territórios controlados pelo EI na Síria e no Iraque.
“Nós permaneceremos alertas até que (o EI) seja finalmente derrotado, onde quer que seja”, disse Trump no comunicado. “Continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros e aliados para esmagar completamente os terroristas islâmicos radicais”, acrescentou.
“Para todos os jovens que acreditam na propaganda do EI na Internet, a morte os espera caso se juntem a eles”, alertou.

Theresa May e Macron

A Primeira-Ministra britânica e o Presidente francês também saudaram a anunciada eliminação do “califado” do Estado Islâmico e pediram que se continue a luta contra os jihadistas.
Theresa May saudou a intervenção militar considerando que a queda do EI foi um “passo histórico”, mas pediu que se continue a luta contra os jihadistas.
“Não devemos perder de vista a ameaça do Daesh e o Governo (britânico) continua comprometido em erradicar a sua ideologia do mal, e continuaremos a fazer o que for necessário para proteger o povo britânico e os nossos aliados”, disse em comunicado de imprensa.
Já o Presidente francês Emmanuel Macron homenageou a coligação internacional e os seus aliados depois de as forças apoiadas pelos EUA terem declarado a vitória militar sobre o grupo do Estado Islâmico na Síria.
Macron twittou que “um grande perigo para o nosso país foi eliminado, mas a ameaça permanece e a luta contra os grupos terroristas deve continuar”. As Forças Democráticas Sírias (FDS) anunciaram no sábado que o “califado” do grupo extremista Estado Islâmico (EI) foi totalmente eliminado, após combates na região de Bagouz, o último reduto 'jihadista' na Síria.
“As Forças Democráticas da Síria (FDS) declaram a total eliminação do autoproclamado califado e a derrota territorial de 100 por cento do EI”, declarou um porta-voz do SDF, Mustefa Bali, em comunicado.
“Bagouz é livre e a vitória militar contra o Daesh foi alcançada”, acrescentou.
Com o apoio da coligação militar internacional liderada por Washington, as Forças Democráticas da Síria, uma aliança de combatentes curdos e árabes, lutam desde Setembro.
Os combates em Bagouz intensificaram-se no início deste ano, à medida que os militantes do EI recuavam diante do avanço das tropas. Segundo o comandante-chefe das FDS, Mazloum Kobani, quase 11 mil combatentes das Forças Democráticas da Síria foram mortos na luta contra o grupo Estado Islâmico na ofensiva que terminou no sábado.
Na ofensiva, 21 mil combatentes dessas milícias curdas apoiadas pela coligação internacional também ficaram feridos, disse Kobani num discurso na base do FSD no Campo de Al Omar, transmitido pela televisão.
Mais de 630 civis, incluindo cerca de 200 crianças, foram mortos em seis meses na batalha do grupo jihadista EI no leste da Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Entre os civis mortos - sírios, mas também familiares de jihadistas - estão 209 crianças e 157 mulheres, de acordo com a organização.
O anúncio de sábado feito pelas Forças Democráticas da Síria põe fim, na prática, ao califado proclamado em Junho de 2014 pelo líder da facção, Abu Bakr al-Baghdadi cujo paradeiro, do terrorista iraquiano, que já chegou a ser dado como morto, é desconhecido.

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