Mundo

Líderes mundiais reconhecem Juan Guaidó

Países como Estados Unidos da América e Brasil já reconheceram o presidente da Assembleia Nacional de Venezuela, Juan Guaidó como presidente interino do país por não aceitarem a reeleição do chavista Nicolás Maduro, que tomou posse do segundo mandato presidencial  no dia 10 de Janeiro do ano em curso.

 

Fotografia: DR

UnhideWhenUsed=\\\"false\\\" Name=\\\"Medium Grid 3 Accent 3\\\" />

Donald  Trump, presidente dos Estados Unidos, foi o primeiro a se manifestar, reconhecendo Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. "Os cidadãos da Venezuela já sofreram por muito tempo nas mãos do regime ilegítimo de Maduro. Hoje, eu reconheço oficialmente o Presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, Juan Guaidó, como Presidente Interino da Venezuela", escreveu o republicano em seu Twitter.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, manifestou-se em apoio a Juan Guaidó em seu Twitter: "Quero expressar meu apoio à decisão do Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecendo-o como presidente encarregado deste país".

Por meio do Itamaraty, o Presidente da Republica Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro manifestou-se pouco depois de Trump, também reconhecendo Juan Guaidó como presidente do país.

O México, seguindo a decisão previamente demonstrada no Grupo de Lima, continuou a reconhecer Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela. "O governo mexicano analisa a situação na Venezuela. Até o momento não há nenhuma mudança em suas relações diplomáticas com esse país, nem com o seu governo", escreveu o porta-voz da Presidência Mexicana,  Jesús Ramírez.

A União Europeia, embora não tenha feito declaração mais contundente a respeito da situação, disse acompanhar os acontecimentos na Venezuela  "muito de perto". Por ser necessária a coordenação entre os 28 países membros, a reacção europeia costuma ser mais lenta.

Miguel Díaz-Canel, o actual presidente cubano, embora não tenha se manifestado directamente sobre o caso, postou em seu Twitter, algumas horas antes da declaração de Juan Guaidó, uma imagem de Fidel Castro e Hugo Chávez, escrevendo ver como necessária uma aproximação entre os dois países. "Se quisermos salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todos os países do nosso continente, precisamos nos aproximarmos e nos apoiarmos solidamente, porque sozinhos e divididos nós falharemos"

Além dos Estados Unidos de América (EUA) e Brasil  países como  Canadá, Paraguai, Argentina, Colômbia, Peru Equador, Costa Rica, Chile, Guatemala, Bolívia  e Cuba reconheceram Juan Guaidó com presidente interino da Venuzuela.

Juan Guaidó, declarou-se presidente interino do país por não reconhecer a reeleição do Nicolás Maduro. O também presidente da Assembleia Nacional da Venezuela valeu-se do artigo 233 da Constituição que assegura poderem existir  "falhas absolutas do presidente da República". A Assembleia Nacional vê "abandono de cargo" no mandato de Maduro, por acreditar que o presidente não cumpriu deveres constitucionais desde 2017. Após o pronunciamento de Guaidó, feito durante protestos massivos que se espalharam pela capital, Caracas, e outras cidades desde segunda-feira.

 

 

 

 


Tempo

Multimédia