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Madem acusa o PAIGC de incitação à violência

O Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15) condenou as “declarações provocatórias” do líder do Partido Africano para a Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, e pediu serenidade aos guineenses.

Fotografia: DR

Num comunicado de imprensa, a que a Lusa teve ontem acesso, o Madem, liderado por Braima Camará, condenou o que considerou serem “declarações provocatórias e subversivas do líder do PAIGC por incitar à violência e à anarquia no país.”
No fim-de-semana, durante mais um protesto da maioria parlamentar do país para exigir ao Presidente a nomeação do Primeiro-Ministro, Domingos Simões Pereira afirmou que aquela manifestação era a última “exigência pacífica.”
“Este é o nosso último ensaio, a nossa última chamada de atenção, a última exigência pacífica que fazemos não só ao povo guineense, mas também à comunidade internacional”, afirmou na altura o líder do PAIGC, vencedor das últimas legislativas, com uma margem muito reduzida.
O Madem-G15 responsabiliza também o PAIGC e os seus aliados pelas “consequências políticas, económicas e sociais que se vierem a registar na Guiné-Bissau” devido ao que o partido considera ser um “comportamento abusivo, arrogante e ilegal, motivado pela obsessão pelo exercício do poder absoluto no país.”
O Madem, criado por um grupo de dissidentes do PAIGC, ficou em segundo lugar nas legislativas de 10 de Março, com 27 deputados.
Dois meses depois das eleições legislativas, o Presidente da República, José Mário Vaz, ainda não nomeou um novo Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, por causa de um novo impasse político.

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