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Malawi: Presidente pede sacrifícios “para levantar o país”

O novo Presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, pediu, ontem, sacrifícios aos cidadãos para conseguir “levantar o país”, falando durante a cerimónia de investidura, que foi reduzida por causa da pandemia da Covid-19.

Fotografia: DR

Líder da oposição, Chakwera, um antigo pastor evangélico de 65 anos, ganhou as eleições de 23 de Junho com 58,57 por cento dos votos, à frente do Chefe de Estado cessante, Peter Mutharika, que estava no poder desde 2014. As eleições foram repetidas, este ano, depois de ter sido comprovada fraude generalizada no escrutínio de 2019, que reelegeu Mutharika, mas acabaria por ser anulado.

Ao longo da campanha, o agora novo Chefe de Estado denunciou a falência económica e a corrupção do Governo do antecessor. “Devemos ter a coragem de enfrentar a dura realidade se quisermos um dia desfrutar da plenitude da nossa nação”, disse, durante a breve cerimónia de tomada de posse, num quartel militar, na capital, Lilongwe.

“Somos todos parte dos problemas do Malawi, todos temos de ser parte da solução”, acrescentou. Chakwera comprometeu-se a divulgar, anualmente, a sua declaração de bens e a prestar contas ao Parlamento. “Antes de começarmos a reconstrução, devemos limpar as ruínas da corrupção, preguiça, dependência dos nossos doadores, impunidade, falta de profissionalismo ou incompetência”, disse o novo Chefe de Estado, que falava para apenas 50 convidados.

Inicialmente marcada para um estádio de Lilongwe para coincidir com o 56º aniversário da Independência do país, a cerimónia de investidura foi simplificada devido ao progresso da pandemia da Covid-19. De acordo com os mais recentes dados oficiais, o Malawi soma 1.742 casos da Covid-19, com 19 mortes.

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