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Mali: Oposição rejeita plano proposto por militares

A oposição maliana (movimento M5-RFP) distanciou-se, hoje, do plano de transição para o Mali, acordado no sábado, pelos militares e várias forças políticas, defendendo que deixa a porta aberta para os militares continuarem a exercer o Governo interino.

Militares acusados de quererem exercer o Governo interino
Fotografia: DR

Em comunicado divulgado, o grupo de oposição lamentou que o plano de transição, anunciado há três dias, que prevê um Governo de transição por dois anos, não atendeu às exigências da maioria dos participantes de que sejam personalidades civis o Presidente interino e o Primeiro-Ministro durante a fase de transição.

A oposição critica, ainda, que o roteiro de transição não reconheça “o papel do M5-RFP (que lutou contra o regime anterior, apoiou o golpe dos militares e dos mártires na luta do povo de Mali para a mudança”.

O M5-RFP denunciou, ainda, no comunicado, que os anexos ao documento de transição, “nunca foram objecto de debate”, como a composição e forma de nomeação dos membros do conselho responsável por nomear o Presidente interino, ou as prerrogativas do vice-Presidente.

Os especialistas nomeados pela Junta que derrubou o Presidente Ibrahim Boubacar Keita, em 18 de Agosto, adoptaram a “carta” de transição após três dias de discussões em Bamako entre personalidades políticas, sociedade civil e militares, foram presididas pelo presidente do Comité Nacional para a Salvação do Povo (CNSP, militar), Assimi Goita, responsável pelo golpe contra o ex-Presidente Ibrahim Boubacar Keita.

O roteiro de transição política do Mali, com uma duração proposta de 18 meses, começa com a nomeação de um Presidente interino e vice-Presidente, por um conselho eleito pelo CNSP, mas deixa em aberto a possibilidade de serem os militares a dirigir o período de transição.

 

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