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Manifestações em Hong Kong prejudicam desenvolvimento

O jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC) considerou ontem que a crise em Hong Kong vai prejudicar gravemente o desenvolvimento económico e social do território e condenou a invasão da Assembleia, ocorrida na segunda-feira.

Manifestantes invadiram a sede do Parlamento local
Fotografia: DR

Em editorial, o Diário do Povo advertiu para o perigo que seria deixar a sociedade de Hong Kong cair numa espiral em que tudo se politizasse e se criassem confrontos artificiais.
O jornal considerou que a proposta de lei que permitiria extraditar criminosos para a China continental, e que está na origem dos protestos, tem sido politizada e demonizada, gerando disputas sociais e actividades ilegais. Os protestos em Hong Kong decorrem há quase um mês, mas só esta semana, após a ocupação da Assembleia legislativa, é que a imprensa oficial chinesa referiu os incidentes, sugerindo que Pequim se prepara para adoptar uma postura mais dura. As sucessivas manifestações das últimas semanas e o assalto de segunda-feira por centenas de jovens “prejudicaram a reputação de Hong Kong como uma metrópole comercial internacional e os interesses vitais e o bem-estar do povo de Hong Kong”, defendeu o jornal.
“Uma sociedade governada pela lei tem que acomodar diferentes vozes, mas isso não significa que alguns possam cometer acções ilegais, e muito menos que se tolerem crimes violentos”, acrescentou. Manifestantes partiram vidros e destruíram gradeamento para entrar no edifício da Assembleia de Hong Kong. Uma vez lá dentro, pintaram 'slogans' nas paredes, reviraram arquivos nos escritórios e espalharam documentos no chão. A ocupação ocorreu no 22º aniversário do retorno de Hong Kong à China. Lembrando o ditado chinês - “a harmonia pode levar à boa sorte, mas a desarmonia pode levar ao desastre” -, o Diário enfatizou a “importância vital” de retomar o “bom caminho” na região semi-autónoma, respeitar a Constituição chinesa e a Lei Básica de Hong Kong.

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