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Manifestações paralisam Paris

Cerca de 6700 "Coletes Amarelos" saíram ontem às ruas de Paris para se manifestarem, embora sejam perto de 10 mil em toda a França, noticiou ontem o jornal francês Le Figaro.

Os protestos voltaram às ruas das grandes cidades de França pela 23ª semana consecutiva
Fotografia: DR

O jornal adianta que, pelo menos até a meio da manhã, pelo menos 137 pessoas tinham sido detidas, na sequência da tensão que se vivia em Paris, no 23º sábado consecutivo em que os “Coletes Amarelos” protestam, desde Novembro, contra o Governo de Emmanuel Macron.
As forças de segurança repeliram os manifestantes entre as praças da Bastilha e da República, usando granadas de gás lacrimogéneo.
O Le Figaro admite que 60 mil operacionais de forças de segurança foram destacados nas ruas.
Há meses que os “Coletes Amarelos” saem à rua para protestarem. O movimento nasceu espontaneamente e começou contra a taxação de combustíveis em França. Contesta agora a carga de impostos e perda do poder de compra, apontando para uma desilusão geral com o Governo.
Ontem, ao meio-dia, o Presidente francês, Emmanuel Macron, encontrou-se com o ministro do Interior para um “ponto da situação”. Ainda na sexta-feira, Christophe Castaner dizia esperar as manifestações, não só em Paris, mas também em cidades como Toulouse, Montpellier e Bordeaux.
Apesar da tensão, os coletes foram impedidos de se manifestarem junto à catedral de Notre-Dame.
A proibição vigorou durante todo o dia, num perímetro que inclui a Île de la Cité, na qual está localizada a catedral de Notre-Dame. Áreas como os Campos Elísios e a zona em torno do Palácio do Eliseu (Palácio presidencial) também foram interditas à manifestação, como tem acontecido todos os sábados, após os casos de violência e saques então registados.
Os milhões de euros em doações prometidos em poucos dias para a reconstrução de Notre-Dame atraíram muitas críticas, enquanto os “Coletes Amarelos” reivindicam há meses nas ruas o aumento do poder de compra e apoios a associações que cuidam dos mais pobres. Várias figuras do movimento tomaram a palavra para denunciar uma generosidade selectiva.

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