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Manifestantes dispersados com gás lacrimogéneo

A Polícia de Hong Kong recorreu ontem ao gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar grupos de manifestantes que permaneciam nas ruas daquele território, após um novo grande protesto anti-governamental.

Chineses de Hong Kong desafiam as autoridades nas ruas
Fotografia: DR

Os elementos da Polícia anti-motim, equipados com máscaras de gás e escudos, investiram contra os manifestantes, que começaram a fugir em várias direcções, segundo um jornalista da agência France Press no local.
A mesma fonte também descreveu momentos de confrontos entre as forças policiais e os activistas perto de um terminal fluvial na ilha principal deste território, uma antiga colónia britânica que é actualmente uma região administrativa da China.
Quase meio milhão de pessoas desfilou ontem nas ruas de Hong Kong contra as emendas na lei da extradição e a exigir um inquérito independente sobre a actuação da Polícia. O número de 430 mil manifestantes foi avançado pela Frente Cívica de Direitos Humanos na aplicação de mensagens instantâneas Telegram, naquela que foi a terceira grande manifestação promovida pelo movimento. />A primeira, a 9 de Junho, terá juntado um milhão de pessoas. A segunda, a 16 de Junho, dois milhões, números que foram sempre contestados pelas autoridades de Hong Kong, que apontaram sempre para uma adesão mais reduzida nos protestos de rua.
A contestação nas ruas, iniciada contra um projecto de alteração, entretanto suspenso, à lei da extradição, generalizou-se e denuncia agora o que os manifestantes afirmam ser uma “erosão das liberdades” no território. A Chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, admitiu que a lei estava “morta”, sem conseguir convencer os líderes dos protestos. Apresentadas em Fevereiro, as alterações permitiriam ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial chinesa a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

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