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Mário Vaz pede à PGR resposta sobre desvios

“É uma boa altura para o Ministério Público esclarecer o desaparecimento dos 12 milhões de Angola", afirmou o Presidente da República da Guiné-Bissau, referindo-se a um processo em que chegou a ser detido.

Fotografia: DR

José Mário Vaz foi detido pela justiça, em 2013, num processo de averiguações relacionado com o alegado desaparecimento de dinheiro relativo a apoio orçamental entregue por Angola à Guiné-Bissau na altura em que era ministro das Finanças (entre 2009 e 2012), no governo liderado por Carlos Gomes Júnior.
“Estamos no melhor momento para o Ministério Público averiguar essa situação, porque os protagonistas estão todos no país. Estou eu, está a ex-secretária de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, está o ex-secretário de Estado do Tesouro, está o ex-Primeiro-Ministro e está a filha do ex-Primeiro-Ministro”, disse José Mário Vaz em entrevista à Lusa e à RTP. />O Presidente guineense considerou que a sua detenção durante 72 horas tinha como objectivo impedir o seu posicionamento político, explicando que na altura tinha a ambição de ser candidato à presidência do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
“É um ajuste de contas que me deixou profundamente magoado porque não é possível o ministro das Finanças [cargo que ocupava na altura} ter roubado 12 milhões de dólares na presença da secretária de Estado do Orçamento, do ex-secretário de Estado do Tesouro, do primeiro-ministro e da filha do primeiro-ministro que trabalhava no banco onde estavam os 12 milhões e em que o primeiro-ministro era accionista”, salientou.

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