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Merkel considera inviável regresso da Rússia ao G7

A Chanceler alemã,  Angela Merkel, rejeitou ontem como “inviável” que o Grupo dos Sete Países Mais Industrializados (G7) possa readmitir a Rússia e voltar ao formato G8, de onde o país foi afastado, depois da anexação da Crimeia.

 

Fotografia: DR

Numa sessão de perguntas e respostas na câmara baixa do Parlamento alemão, Merkel foi questionada por um deputado da extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Michael Espendiller, sobre se seria positivo recuperar o formato G8.
A Chanceler respondeu que o grupo se define pelo respeito dos seus membros pela lei internacional e que a anexação da Crimeia, em 2014, foi uma “violação flagrante” da lei, pelo que o afastamento da Rússia “era inevitável”.
A readmissão “é actualmente inviável”, afirmou.
Ainda sobre a cimeira do G7, Angela Merkel sublinhou o seu interesse em que a declaração final do encontro não fique aquém da de 2017, frisando que, de lá para cá, a saída dos Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris e do acordo nuclear com o Irão e a imposição de tarifas ao aço e alumínio apontam para um “problema sério com os acordos multilaterais”.
O G7, constituído pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Rei-
no Unido, reúne-se em cimeira amanhã e sábado em Charlevoix, Canadá.

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