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Milhares de pessoas festejam a liberdade

Milhares de líbios celebraram ontem o sétimo aniversário da Primavera Árabe, a designada revolução que derrubou o antigo líder Mouammar Kadhafi em 2011, numa altura em que o país está debaixo de uma crise política e económica sem precedentes.

O país continua a ser dominado por vários grupos extremistas
Fotografia: AFP


Na capital líbia, Tripoli, como noutras cidades do país, milhares de pessoas envergaram as cores da bandeira nacional - vermelho, verde e negro - e reuniram-se nas praças públicas onde as autoridades tinham organizado concertos ou a difusão de canções através de enormes altifalantes.
Na Praça dos Mártires, na capital, os desfiles de bandas e fogo-de-artifício duram até ontem. “Este será um bom ano para a Líbia, temos de começar bem para que as coisas boas aconteçam”, desejou Mohsen Ali, um funcionário que veio celebrar o aniversário com a mulheres e os dois filhos.
Nas redes sociais, as opiniões divergem, entre aqueles que defendem os festejos que marcam o fim de 42 anos do consulado de Kadhafi e os que afirmam que não há nada a festejar.
Neste país rico em petróleo, os serviços públicos de base têm estado a falhar ou desapareceram desde a queda do antigo governo, enquanto a violência e a divisões se eternizam, alimentando a incerteza e o desespero, sobretudo entre os jovens.
O poder está a ser disputado pelo Governo de União Nacional (GNA), criado no final de 2015, após um acordo apadrinhado pela ONU, e baseado em Tripoli, e também pela autoridade rival, instalada no leste do país, controlado em grande parte pelas forças do marechal Khalifa Haftar.
“Talvez o antigo regime tenha desaparecido, mas na verdade ainda não nos conseguimos livrar de uma cultura que dominou os espíritos e as práticas de muitos que consideram a pátria como um território a saque”, declarou o líder do GNA, Fayez al-Sarraj, num discurso na televisão.

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