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Militar embriagado mata 12 pessoas na RDC

Um militar das Forças Armadas da República Democrática do Congo (RD Congo), alcoolizado, matou 12 pessoas e feriu quatro, na noite de quinta-feira, na cidade de Sange, confirmaram activistas locais.

Fotografia: DR


O soldado do Comando do Batalhão de Operações Especiais “estava num profundo estado de intoxicação”, disse, ontem, a presidente da sociedade civil em Sange, na região do Kivu Sul, localizada cerca de 1.500 quilómetros a leste da capital, Kinshasa, Mitima Delachance, em declarações por telefone, à agência Efe.

“De volta ao quartel começou a disparar sobre aqueles que estavam no seu caminho, incluindo membros da mesma família”, descreveu Delachance.
O incidente ocorreu às 20 horas locais. As vítimas são seis homens, cinco mulheres e uma criança.

De acordo com relatos dos meios de comunicação locais, os vizinhos da localidade de Sange saíram à rua, onde queimaram pneus em protesto contra estes assassinatos.
Em Julho de 2010, uma explosão de um petroleiro, que transportava combustível, também em Sange, matou mais de 230 pessoas e feriu, pelo menos, uma centena. Muitas casas foram destruídas pelas em chamas.

Rebeldes da ADF voltam a matar

Pelo menos, oito pessoas, incluindo um soldado, morreram, quinta-feira, na sequência de dois ataques de supostos membros do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF), na região de Beni, Leste da República Democrática do Congo (RDC), disseram, ontem, fontes militares.

Segundo a AFP, “várias casas da aldeia foram incendiadas e os habitantes fugiram para a floresta”. A localidade está agora sob controlo do Exército congolês.Num outro ataque, na quarta-feira, dois soldados foram apanhados numa emboscada da ADF, enquanto outro militar e o motorista que os transportava foram mortos, disse Wilson Paluku Batoleni, presidente da comunidade no sector Ruwenzori, uma das comunas da cidade de Beni. O Exército, que tem prosseguido as operações contra a ADF, iniciadas em finais de Outubro de 2019, em Beni, não quis comentar estes incidentes que ocorreram na região em dois dias consecutivos.

As ADF são originalmente rebeldes muçulmanos ugandeses que se retiraram para o Leste da RDC, em 1995. Desde então, o recrutamento alargou-se para incluir outras nacionalidades e misturaram-se com a população local. Aquele grupo armado não ataca as fronteiras do vizinho Uganda há vários anos.
As forças são acusadas pelas autoridades congolesas e pelas Nações Unidas de serem responsáveis pelos massacres de mais de mil civis na região de Beni, desde 2014.


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