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Militares têm três meses para ceder poder aos civis

A Cimeira da União Africana que reuniu ontem na cidade de Cairo líderes de diferentes países do continente decidiu dilatar para três meses o prazo inicial de 15 dias dado para que o Conselho Militar de Transição entregue o poder a uma entidade civil, disse ao Jornal de Angola uma fonte diplomática acreditada no Cairo.

Fotografia: DR

“Concordámos que é necessário dar mais algum tempo às partes sudanesas para im-plementarem as medidas que possibilitem uma transição do poder”, disse o Presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi, que presidiu à reunião.
Deste modo, decorre a partir de agora um período de três meses para que os militares entreguem o poder, sob pena de, se o não fizerem, o Sudão poder ser suspenso da organização, o que pode agravar drasticamente a situação política e económica do país.
Entretanto, o líder do Conselho Militar de Transição, tenente-general Abdel Fattah Abdelrahman Burhan, voltou a garantir que o Exército não usará a força contra os manifestantes que permanecem nas principais ruas de Cartum.
Em declarações à BBC, Abdel Fattah Abdelrahman Burhan reafirmou a intenção de entregar o poder a uma entidade civil mesmo antes do prazo de três meses agora estabelecido pela União Africana, desde que ela reúna um consenso alargado entre os diversos grupos da sociedade.
Na véspera, o Conselho Militar de Transição tinha ordenado aos manifestantes que levantassem as barricadas que ergueram ao longo de algumas ruas de Cartum, para que a cidade capital pudesse voltar à normalidade.
Esta exigência surgiu depois de ter sido anunciado o fim das negociações para a criação de um Governo de transição constituído por militares e membros da sociedade civil.

 

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