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Militares norte-americanos mortos em atentado na Síria

Pelo menos 16 pessoas, incluindo dois militares norte-americanos, morreram ontem num atentado suicida, no norte da Síria, reivindicado pelo grupo rebelde Estado Islâmico, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou
Fotografia: DR

Segundo esta Organização Não-Governamental (ONG), o ataque ocorreu perto de um restaurante, no centro da cidade de Manbij, no norte da Síria, tendo provocado a morte de nove civis e cinco soldados de uma aliança árabe-curda que acompanhava uma patrulha da coligação internacional.

“O ataque liderado por um bombista suicida teve como alvo um restaurante onde havia membros de uma patrulha americana da coligação”, disse o director do OSDH, Rami Abdel Rahmane, à agência de notícias France Press (AFP). O “The New York Times”, que citou uma fonte do Departamento da Defesa dos Estados Unidos, adiantou que há várias vítimas mortais de nacionalidade norte-americana. Este foi o primeiro ataque contra a coligação desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a retirada das tropas da Síria, em meados de Dezembro.

“Este é o primeiro ataque suicida em Manbij visando a coligação internacional em dez meses”, acrescentou Rami Abdel Rahmane.

Liderada pelos Estados Unidos, esta coligação opera na Síria desde 2014 contra o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), em apoio às forças curdas locais.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque suicida perpetrado contra uma patrulha da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos na cidade de Manbij.

Num comunicado publicado pela agência Amaq, relacionado com os 'jihadistas' e cuja autenticidade não pode ser verificada, é indicado que houve “um atentado suicida com um colete de explosivos contra uma patrulha da coligação internacional” na cidade de Manbij, no nordeste da província de Aleppo.

 

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