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Ministros discutem proposta da Rússia sobre acordo nuclear com o Irão

O Presidente russo, Vladimir Putin, propôs uma cúpula por vídeo com os Estados Unidos e alguns participantes do acordo nuclear de 2015 entre o Irão e potências mundiais - Reino Unido, França, China e Alemanha - para tentar evitar mais “confrontos e agravamentos” entre Irão e Estados Unidos.

Ministros discutem proposta da Rússia sobre acordo nuclear com o Irão
Fotografia: DR

O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, criticou o chumbo do Conselho de Segurança das Nações Unidas da proposta norte-americana para o prolongamento do embargo no acesso a armas pelo Governo iraniano, considerando a decisão de "escandalosa".

"A decisão do Conselho de Segurança da ONU em não renovar o embargo iraniano sobre as armas é escandalosa. Em vez de se opor à venda de armas, o Conselho de Segurança incentiva-a", afirmou Netanyahu, em comunicado.

Aquele organismo rejeitou, na sexta-feira, a proposta dos Estados Unidos que visava prolongar o embargo, que expira em Outubro, à venda de armas ao Irão, suscitando fortes críticas dos EUA, que consideram esta posição indesculpável.

Apenas dois dos quinze membros do Conselho de Segurança votaram a favor do prolongamento do embargo, colocando em evidência a divisão entre Washington e os aliados europeus.

"O terrorismo e a agressão iraniana ameaçam a paz na região e no mundo", disse Netanyahu, que garantiu que Israel vai continuar "a agir em estreita cooperação com os Estados Unidos e os países da região para bloquear a agressão iraniana".

Esta decisão deve abrir caminho para um longo confronto com repercussões no acordo internacional celebrado em 2015 para impedir Teerão de adquirir armas nucleares.
O embargo de armas ao Irão, em vigor desde o acordo nuclear alcançado em 2015, durante a Administração do democrata Barack Obama nos Estados Unidos, termina em 18 de Outubro deste ano.
Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, os Estados Unidos retiraram-se do acordo nuclear, em 2018, enquanto as restantes partes, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha, continuam a apoiá-lo.

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