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Missão da ONU visita três países do Sahel

O embaixador francês na ONU, François Delattre, anunciou ontem que uma delegação do Conselho de Segurança das Nações Unidas este mês  a Mauritânia, o Mali e o Burkina Faso, numa altura em que a força G5 Sahel, que procura por financiamento, começa as operações.

A França assume este mês a presidência rotativa do Conselho de Segurança e conta fazer da luta contra o terrorismo no Sahel uma das suas prioridades.
O Exército francês está presente na zona sahelo-saariana com 4.000 homens dotados de aviões de combate, drones, helicópteros e blindados, no âmbito da operação anti-"jihadista" Barkhane, e impulsionou a criação, em Julho, de uma força militar conjunta de cinco países do Sahel: Mauritânia, Chade, Mali, Níger e Burkina Faso. A força conjunta G5 Sahel é a ferramenta apropriada para completar a missão da ONU no Mali (Minusma), disse François Delattre ao apresentar o programa do Conselho de Segurança para este mês.
O objectivo “é realizar as primeiras operações este mês”, referiu.
No futuro, a força G5 Sahel vai integrar 5.000 soldados e, ao contrário dos capacetes azuis da Minusma, vai ter a possibilidade de ultrapassar as fronteiras durante as operações anti-"jihadistas".
O seu financiamento, entretanto, continua longe de ser garantido.
A União Europeia prometeu 50 milhões de euros, aos quais devem ser acrescentados 50 milhões de contribuições dos Estados membros da força conjunta G5 Sahel.

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