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Moçambique ainda aguarda por muitos apoios prometidos

Muitos dos apoios anunciados para apoiar as vítimas dos ciclones em Moçambique ainda não chegaram ao país, disse o Presidente moçambicano, mas sem precisar os montantes aguardados.

Fotografia: DR

Numa conversa com o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, durante o Eurafrican Fórum, que decorre desde ontem até hoje em Carcavelos, Cascais, Filipe Nyusi afirmou que as ajudas "têm de chegar para se começar a reconstruir o país, para não ficar por anúncios bombásticos e bonitos que não chegam".
“Precisamos de acomodação para as pessoas que perderam as suas casas, estamos a reassentar em zonas diferentes para puxar mais para cima", referiu, como exemplos de trabalhos que têm de ser feitos na fase de reconstrução, referindo que isso exige a chegada de mais apoios ao país.
Para o Presidente de Mo-çambique, a população afectada "não precisa muito de comida, precisa de enxada, precisa de semente. O pescador precisa de anzol, não precisa do peixe". Filipe Nyusi reafirmou também o seu empenho em que todo o processo de utilização dos apoios chegados ao país seja transparente. "Queremos mostrar grande transparência e, isso, podem ir ver ao INGC para onde foram distribuídos", afirmou Nyusi. O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em Março e provocou 604 mortos, afectando cerca de 1,8 milhões de pessoas. Pouco depois, o país voltou a ser atingido por um ciclone, o Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em Abril, matando 45 pessoas e afectou outras 250 mil.

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