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Moçambique: Ataques armados são para “burlar a paz"

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse, sexta-feira, que os ataques armados no centro do país são uma tentativa de “burlar a paz” alcançada com o acordo entre o Governo e a Renamo, principal força de oposição, noticiou a Lusa.

Presidente moçambicano, Filipe Nyusi
Fotografia: DR

Em causa estão os ataques armados que causaram a morte de, pelo menos, 24 pessoas, desde Agosto, e são atribuídos pelas autoridades, à auto-proclamada junta militar da Renamo, grupo dissidente do principal partido de oposição dirigido por Mariano Nhongo, antigo líder de guerrilha.

Para Filipe Nyusi, não há motivos que justifiquem a violência armada no centro de Moçambique, tendo em conta que o Governo e a Renamo já alcançaram consensos, com a assinatura do acordo de paz, em Agosto de 2019. Mais de 500 guerrilheiros da Renamo entregaram as armas, no âmbito da Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR), no quadro do acordo de paz.

Depois de um arranque simbólico, no último ano, o DDR esteve paralisado durante vários meses, tendo sido retomado, em 4 de Junho deste ano, com a ambição de abranger cinco mil membros do braço armado do maior partido da oposição.

A auto-proclamada junta militar, que contesta a liderança do partido e o acordo de paz assinado, é acusada de protagonizar ataques, visando forças de segurança e civis em aldeias e alguns troços de estrada da região centro.

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