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Morteiros sobre Trípoli atingem a população civil

Pelo menos dois civis morreram e quatro ficaram feridos no final da tarde de ontem em Tripoli, capital da Líbia, como consequência da queda de vários morteiros em diversas zonas da cidade, revelaram equipas de socorro citadas pela AFP.

Disputa pela capital faz várias vítimas, além de destruição
Fotografia: DR

Um porta-voz do serviço de emergências, Osama Li, disse à imprensa que o balanço era apenas “preliminar”.
A capital Líbia foi nos dois últimos dias sacudida pela queda de vários morteiros, com pesadas colunas de fumo a serem avistadas em diversos bairros como consequência das explosões.
Tripoli tornou-se o objectivo de um enorme avanço militar iniciado pelo marechal Khalifa Haftar no início de Abril, apesar de intensos apelos formulados pela comunidade internacional para que o avanço seja interrompido.
Até ao momento, pelo menos 174 pessoas morreram e 758 ficaram feridas, entre elas civis, desde 4 de Abril, quando começou a ofensiva do Exército Nacional Líbio (ENL), segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em Genebra, o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, disse que pelo menos 14 civis morreram nos combates.
A mesma organização in-dicou que mobilizou novas equipas de cirurgiões para ajudar nos hospitais, que continuam a receber um elevado número de feridos.
Os combates obrigaram mais de 18 mil pessoas a deixarem as casas, segundo revelou o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) indicou que enviou material médico de emergência para o Ministério da Saúde líbio e que é destinado às zonas mais afectadas pelos combates, em Ain Zara e em Gasr Ben Ghachir, ao sul da capital.

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