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Nagorno-Karabakh: ONU teme intervenção de potências no conflito

Uma guerra aberta entre a Arménia e o Azerbaijão poderia desestabilizar o Cáucaso do Sul, sobretudo na eventualidade de uma intervenção da Turquia e da Rússia, potências regionais, disse, ontem, o porta-voz do Secretário-Geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, citado pela AFP.

Último balanço aponta para centenas de mortos e vários feridos
Fotografia: DR

Ancara declarou o apoio às autoridades azeris, en-quanto a Rússia, que dispõe de bases militares na Arménia mas mantém boas relações com o Azerbaijão, apelou a um cessar-fogo imediato.

Os combates entre forças do Azerbaijão e separatistas arménios no enclave de Nagor-no-Karabakh continuam e já fizeram perto de uma centena de mortos, incluindo mais de uma dezena de civis, segun-do o último balanço oficial, ontem divulgado.

O Conselho de Segurança da ONU convocou para ontem uma reunião de emergência para analisar a nova vaga de violência na região, ao mesmo tempo que se multiplicam os apelos à diplomacia, sob receio de que as potências regionais sejam arrastadas para uma nova guerra. />
O porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que António Guterres "está bastante preocupado com o retomar das hostilidades na linha de contacto da zona de conflito de Nagorno-Karabakh, condena o uso da força e lamenta a perda de vidas e o peso para a população civil."

Desde domingo, as forças do enclave separatista, apoiadas política, militar e economicamente pela Arménia, enfrentam militares azeris, nos piores combates na região desde 2016.

Rússia, França e Estados Unidos compõem o grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, que tem trabalhado para tentar obter um acordo de paz permanente para o contencioso de Nagorno-Karabakh.

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