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Número de mortos dos ataques terroristas no Sri Lanka subiu para 321 e feridos chegam aos 500

As oito explosões de domingo mataram, pelo menos, 321 pessoas, entre as quais um português residente em Viseu, e provocaram mais de 500 feridos.

Os primeiros funerais das vítimas de domingo começaram a ser realizados
Fotografia: DR

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques também aumentou para 40, disse à agência EFE o porta-voz da Polícia, Ruwan Gunasekera.
O responsável da Polícia afirmou que as autoridades acreditam que os ataques atribuídos a um grupo extremista islâmico local, o National Thowheeth Jama'ath, terão sido apoiados internacionalmente.
A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país. A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.
As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08.45 de domingo (03.15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais. O número de mortos nos ataques terroristas no Sri Lanka subiu para 310, segundo um novo balanço divulgado ontem pelas autoridades do país, que informaram ainda terem detido 40 suspeitos de ligação aos atentados.
"O número de mortos dos atentados de domingo aumentou para 310", disse à agência de notícias EFE o porta-voz da Polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara. Os feridos são "mais de 500", acrescentou, admitindo a dificuldade em fornecer números exactos relativos às vítimas. O anterior balanço era de 290 mortos e 500 feridos.
O porta-voz da Polícia deu ainda conta da detenção de 40 pessoas no decurso da investigação aos ataques atribuídos a um grupo extremista islâmico local, o National Thowheeth Jama'ath, que as autoridades do Sri Lanka acreditam ter sido apoiado internacionalmente.

Funerais
Os primeiros funerais das vítimas dos ataques terroristas já começaram, num país marcado pelo luto nacional e o estado de emergência declarados pelo Governo. O primeiro funeral co-lectivo foi realizado ontem de manhã, em Negombo, a Norte da capital e onde há uma forte presença católica. Pouco antes, às 8.30 locais (3.00 em Angola), hora a que no domingo de Páscoa explodiu a primeira bomba, assinalou-se um minuto de silêncio em memória das vítimas. O Conselho de Segurança da ONU condenou, na segunda-feira, os ataques no Sri Lanka e defendeu a punição dos responsáveis. Numa declaração acordada pelos quinze Estados membros, o Conselho de Segurança sublinhou que todos os que perpetraram, organizaram, financiaram ou apoiaram os ataques devem ser responsabilizados. O Conselho de Segurança exortou todos os governos a cumprirem com as suas obrigações internacionais e a cooperarem activamente com as autoridades do Sri Lanka.
O mesmo órgão das Nações Unidas enfatizou que "qualquer acto de terrorismo é criminoso e injustificável" e que todos os Estados devem combater organizações terroristas, usando "todos os meios", mas respeitando o direito internacional e os direitos humanos.

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