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Obras na torre incendiada de Notre-Dame terminam até final de Setembro

Os andaimes colocados na torre da catedral de Notre-Dame de Paris para arranjar os danos causados pelo incêndio de 2019 serão retirados até final de Setembro , assegurou hoje o representante do Governo para a reconstrução do monumento.

Fotografia: DR

“Tudo indica que a retirada do material estará concluída, o mais tardar, no final de Setembro", disse o general Jean-Louis Georgelin numa audição parlamentar sobre a situação da catedral de Notre-Dame. As obras condicionam a possibilidade de iniciar a restauração da catedral, mas a reabertura continua planeada para Abril de 2024, disse Georgelin.

O responsável explicou a demora dos trabalhos com o facto de a restauração ser "um trabalho lento e delicado", adiantando que os "técnicos só têm acesso por quatro cordas", o que limita o número de especialistas a trabalhar ao mesmo tempo. Segundo Jean-Louis Georgelin, o objectivo de reabrir a catedral em Abril de 2024 para missas e visitas de turistas - cinco anos após o gigantesco incêndio de 15 de abril de 2019 -, como defendeu o Presidente, Emmanuel Macron, "não está em causa".

"Isso não quer dizer que as obras na área circundante terminem nessa altura", ressalvou. As obras de Notre-Dame têm enfrentado vários imprevistos, desde a necessidade de adoptar medidas contra a contaminação por chumbo até à crise do novo coronavírus, passando pelo mau tempo no final de 2019, mas foram retomadas em pleno no final de Abril.

"A catedral já não passa chumbo para o exterior e não foram encontrados níveis anormais de chumbo no sangue dos trabalhadores", disse Georgelin. Questionado também sobre as muitas discussões em torno da restauração, o general lembrou que nem todas as opiniões podem contar. "Quando construímos uma casa não pedimos a opinião a toda a gente que passa na rua", afirmou.

A catedral encontrava-se em obras de restauro no seu exterior quando, em Abril do ano passado, deflagrou um violento incêndio que demorou cerca de 15 horas a ser extinto. A origem acidental do incêndio, um curto-circuito, continua a ser privilegiada, embora a causa do fogo não esteja esclarecida, e os resíduos calcinados deverão ser analisados ao pormenor para detetar o menor indício.

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