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OMS aponta mais de 46 mil profissionais de saúde infectados em África

O novo coronavírus infectou mais de 46.000 profissionais de saúde em África, onde até hoje foram realizados sete milhões de testes à Covid-19 e que no início da pandemia apenas tinha dois laboratórios com essa capacidade, sendo agora 750.

Directora regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti
Fotografia: DR

O diagnóstico foi feito hoje pela directora regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti, durante uma apresentação sobre a resposta à Covid-19 na região africana, no decorrer de uma reunião virtual da 70.ª sessão do Comité Regional da OMS para a África. 

Segundo Matshidiso Moeti, a região africana contabiliza 1.190.000 casos de Covid-19, que causaram 28.000 mortos, mantendo-se activos 179.000 infecções. Destes casos, 3,9 por cento (46.410) são profissionais de saúde, referiu. Seis meses após os primeiros casos serem detectados em África, a região viu aumentar de uma forma significativa os recursos para responder à pandemia, passando de dois laboratórios com capacidade de testagem para 750.

Até ao momento, pormenorizou Matshidiso Moeti, foram realizados sete milhões de testes na região. No início da pandemia, apenas estavam contabilizados 2.900 ventiladores, que aumentaram para 6.900. As camas também aumentaram de 13.700 para 43.800. Moeti sublinhou a importância do apoio dos outros países que mobilizaram 345.000 trabalhadores para acudirem à pandemia na região africana.

Neste encontro virtual participaram vários governantes, como o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, para quem é mais necessário do que nunca a "cooperação e o espírito de solidariedade". "Precisamos de desenvolver uma voz comum para assegurar o acesso a vacinas à covid-19, aos diagnósticos e ao tratamento", defendeu o vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2019.

O governante acrescentou: "Aproveitemos esta oportunidade para preparar os nossos sistemas de saúde e capacitar a resposta às emergências. Abiy Ahmed propôs que a agenda de segurança em saúde seja "elevada para o topo das prioridades da União Africana e das organizações intergovernamentais". Na Etiópia estão registados 42.143 infectados e notificadas 692 mortes.

 Tal como outros governantes da região africana, Zweli Mkhize, ministro da Saúde da África do Sul, o país com mais casos em África, apresentou as várias medidas para conter a infecção, concluindo que o futuro passa por "encontrar um equilíbrio entre lidar com a infecção e, ao mesmo tempo, gerir a economia e proteger os trabalhadores".

 

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