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OMS: Novos casos de tuberculose estão a diminuir em África

Os novos casos de tuberculose estão a diminuir em África, assim como as mortes imputáveis à doença, refere a Organização Mundial da Saúde.

Fotografia: DR

Numa mensagem, por ocasião do Dia Mundial da Tuberculose, assinalado ontem, a directora regio-nal da OMS para a África, Matshidiso Moeti, refere que a África do Sul, Botswana, eSwatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbabwe têm registado alguns dos de-clínios mais rápidos do mundo. "A expansão da cobertura da terapêutica anti-retroviral tem levado a rápidos decréscimos de casos de tubercu-lose relacionados com o VIH/Sida e a uma diminuição do número de mortes imputá-veis a esta doença", indica a mensagem.
Em 2018, diz o documento, quatro em cada cinco pessoas com tuberculose multirresistente ou extensivamente resistente a medicamentos iniciaram um tratamento. "Embora a região esteja a registar progressos, ainda temos um longo caminho pela frente para alcançar, até 2030, as metas dos ODS relacionadas com a tuberculose". Com efeito, refere a mensagem, o número de novos casos de tuberculose registados em África continua a ser superior ao de qualquer outra região da OMS.
Além disso, acrescenta, apenas uma em cada duas pessoas com tuberculose (56 por cento) em todo o continente recebe tratamento. Menos de uma em cada três crianças (29 por cento) que viva com uma pessoa com tuberculose activa está a beneficiar de terapêutica preventiva. "Os orçamentos para o controlo da tuberculose são sistematicamente sub-financiados e a maioria dos países não dispõe de informações sobre as fa-mílias que suportam custos astronómicos asso-
ciados à tuberculose. Tais dados são necessários para acompanhar os progressos realizados para atingir as metas dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável", acrescenta. "Para vencermos a luta contra a tuberculose, precisamos de trabalhar juntos para garantir às comunidades o acesso a meios de diagnóstico, tratamentos e acompanhamento”.

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