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ONU condena actos de repressão no Egipto

O Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos denunciou, ontem, as detenções de destacadas personalidades no Egipto e pediu às autoridades para investigarem as alegações de tortura a pessoas detidas.

Fotografia: DR

Várias pessoas conhecidas por terem participado na revolta popular de 2011 foram detidas, nas últimas semanas, incluindo a jornalista Esraa Abdel-Fattah e a programadora informática Alaa Abdel Fattah.
Abdel-Fattah e o advogado Mohamed al-Baqer, igualmente detido, são acusados de “pertencer a um grupo terrorista”, de financiá-lo, “divulgar falsas informações que colocam em perigo a segurança nacional” e de “utilizar os 'media' para cometer delitos de publicação”, especificou em comunicado o Alto-Comissariado.
“As pessoas têm o direito a manifestar-se pacificamente e exprimir opiniões, incluindo nos media”, declarou, em conferência de imprensa, Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto-Comissariado.
Esraa Abdel-Fattah foi acusada pelas autoridades egípcias de “colaborar com uma organização terrorista”, “difundir falsas informações” e de “má utilização das redes sociais”, ainda segundo o organismo da ONU.
Após a detenção, a jornalista “foi agredida por ter recusado entregar o telemóvel portátil” e de seguida “forçada a permanecer frente a um muro durante sete horas”.

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