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ONU defende sanções duras contra o Exército de Myanmar

Um relatório das Nações Unidas ontem apresentado defende sanções mais duras contra o Exército de Myanmar (antiga Birmânia), que está a colocar a imensa fortuna ao serviço das atrocidades cometidas contra os rohingya.

Fotografia: DR

Os autores do documento apelam à comunidade internacional para romper as relações com empresas ligadas às Forças Armadas birmanesas, à frente de um “império comercial” e de longe o mais rico do país. Isso vai permitir “reduzir as violações dos direitos humanos”, disse o advogado indonésio Marzuki Darusman, chefe da missão internacional de investigação da ONU sobre a Birmânia, durante a apresentação do relatório em Djakarta.
Os militares birmaneses têm interesses em todos os sectores da economia, desde o comércio de pedras preciosas a imóveis e turismo, através de dois conglomerados, inúmeras filiais e sociedades com outras empresas. Os militares também controlam dois dos maiores bancos do país.
Nenhuma dessas empresas publica resultados financeiros completos, o que, de acordo com investigadores da ONU, permite que evitem toda a vigilância.O documento relata transferências de dinheiro proveniente de empresas privadas em benefício dos militares.

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