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ONU quer cumprimento do embargo de armas

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adoptou, quarta-feira, uma resolução exigindo que todos os países cumpram o embargo de armas à Líbia, amplamente violado, e retirem todos os mercenários da nação do Norte de África.

Fotografia: DR


Segundo a Reuters, o conselho pediu também negociações políticas e um cessar-fogo, enfatizando que não há solução militar, numa resolução aprovada com 13-0 votos, e com abstenção da Rússia e da China.

A aprovação da resolução surge depois de um relatório recente de especialistas da ONU que monitorizam sanções à Líbia que acusou as partes beligerantes e os aliados internacionais - Emirados Árabes Unidos, Rússia e Jordânia de um lado e Turquia e Qatar do outro - de violarem o embargo de armas, tornando-o “totalmente ineficaz”.

A resolução é acompanhada por uma mudança da estrutura da missão da ONU na Líbia (Manul), sob pressão dos Estados Unidos, que deve incluir um futuro “emissário” assistido por um “coordenador”.Este novo organograma, acompanhado por uma renovação por um ano da missão política de Manul (cerca de 200 pessoas), foi decidido depois de mais de seis meses de divisões e palavras trocadas no Conselho de Segurança. Cabe agora ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, designar as duas pessoas que vão ocupar as novas funções.

A Manul não teve mais emissários desde a renúncia em Março, por motivos de saúde, do libanês Ghassan Salamé e é dirigida provisoriamente pela sua assistente, Stephanie Williams, uma norte-americana.
A resolução prevê que “seja chefiada por um enviado especial do Secretário-Geral com o objectivo específico de mediar com actores líbios e internacionais para pôr fim ao conflito”. Sob a sua autoridade, “um coordenador vai cuidar do dia-a-dia e da administração” da missão, afirma o texto.

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