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ONU sem dinheiro

O Secretário-Geral da ONU alerta que a organização internacional pode ficar sem dinheiro até ao final deste mês e que estão a ser consideradas medidas para garantir o pagamento de salários até Dezembro.

Fotografia: DR

O alerta de António Guterres consta de uma carta interna, enviada na segunda-feira, aos funcionários da organização internacional (cerca de 37 mil pessoas trabalham para o Secretariado da ONU), a que a agência noticiosa France-Presse (AFP) teve acesso.
Na missiva, citada ontem de madrugada pela AFP, o Secretário-Geral admite que o orçamento operacional da ONU regista, desde finais de Setembro, um défice financeiro na ordem dos 230 milhões de dólares e que “as últimas reservas de tesouraria podem esgotar até ao final do mês.”
“Para garantir o pagamento de salários da estrutura da organização até ao final de 2019, medidas terão de ser tomadas”, avança o documento. Para limitar as despesas durante o último trimestre do ano, António Guterres menciona, por exemplo, a possibilidade de adiar conferências e reuniões previstas e reduzir os serviços a serem pres-tados.Também foram dadas instruções para limitar as viagens oficiais às actividades consideradas como mais essenciais, adiar a aquisição de bens e serviços e efectuar uma economia energética.
“Até à data, os Estados-membros pagaram apenas 70 por cento do montante total necessário para as actividades inscritas no orçamento ordinário de 2019, indica Guterres, referindo que “escreveu aos Estados-membros a 4 de Outubro para lhes explicar que as actividades financiadas, via orçamento ordinário, estão num estado crítico.”
Segundo um responsável da Organização das Nações Unidas , citado pela AFP e que falou sob anonimato, António Guterres abordou, na Primavera passada, os Estados-membros sobre a possibilidade de aumentarem as verbas canalizadas para a organização internacional, de forma a ter uma pequena margem e afastar potenciais problemas de tesouraria.

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