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ONU apela à libertação dos presos políticos

O relator da ONU para a Coreia do Norte pediu ontem a Pyongyang a libertação das “centenas de prisioneiros”, no âmbito da cimeira entre os Presidentes norte-americano e o norte-coreano.

Ojea Quintana (à direita) faz proposta a Pyongyang
Fotografia: DR


“Uma proposta concreta do ponto de vista dos direitos humanos, devido ao contexto das negociações, é que o Governo da República Popular Democrática da Coreia combine uma amnistia geral para libertar centenas de prisioneiros”, disse Tomás Ojea Quintana.
Ojea Quintana disse, em conferência de imprensa em Genebra, que esta libertação seria “um sinal muito importante por parte do Governo” pois constituiria “um gesto concreto por aqueles que estão arbitrariamente detidos no país”.
O relator admitiu não ter conhecimento do número de prisioneiros detidos na Coreia do Norte, mas cita um relatório da ONU que alega a existência de 80.000 a 120.000 prisioneiros políticos detidos em campos no país.
Ojea Quintana sugeriu que o processo de libertação dos prisioneiros pode ser feito de “modo gradual”. Em relação à cimeira histórica que deverá realizar-se no próximo dia 12 de Junho em Singapura, Ojea Quintana afirmou que encara o encontro com “bons olhos”.
O relator sublinhou também que o processo deve ser feito tendo em conta os direitos humanos, pois “ou na cimeira ou numa reunião futura, é muito importante que essa questão seja abordada, porque, caso contrário, será um problema elaborar um acordo duradouro sobre o desarmamento nuclear” com a Coreia do Norte.

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