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ONU reforça eficácia dos capacetes azuis

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, por unanimidade, uma resolução, proposta pelos EUA, para reforçar a eficácia dos “capacetes azuis” e sancionar mais duramente os fracassos dos contingentes em proteger os civis.

Fotografia: DR

Nos últimos anos, várias operações de paz foram afectadas por casos de abusos sexuais ou de inacção quando os civis estavam ameaçados por grupos armados, designadamente na República Centro Africana e no Sudão do Sul.
A resolução, criticada pela Federação Russa, para quem a sua elaboração não envolveu suficientemente os países fornecedores das tropas, prevê, em caso de problemas, “retenções nos reembolsos” da ONU e “substituições” ou “chamadas” (ordem de regresso) dos contingentes envolvidos.Algumas destas medidas já foram aplicadas, mas com esta resolução trata-se de as “sistematizar”, sublinharam fontes diplomáticas.
Os capacetes azuis da Organização das Nações Unidas têm intervindo em vários países africanos. A Monusco, missão de paz da ONU na República Democrática do Congo, é a maior e mais cara de todas. Mas há várias.
O conflito na República Centro Africana eclodiu após o afastamento do poder em 2013 do então Presidente François Bozizé pelas milícias Seleka, que pretendiam defender a minoria muçulmana, desencadeando uma contra-ofensiva dos anti-Balaka, maioritariamente cristãos.
A instabilidade já causou milhares de mortos,apesar de não ser possível indicar números fiáveis e obrigou cerca de um milhão de pessoas a abandonar os seus lares, à procura de segurança e melhores condições sociais.

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