Mundo

Países do sul da Europa pedem uma divisão justa de imigrantes

Os líderes dos países do sul da Europa defenderam sexta-feira, em La Valeta, uma distribuição justa dos imigrantes que chegam pelo Mediterrâneo, num momento em que a Itália se recusa a receber um navio com emigrantes resgatados no mar.

Autoridades italianas negam atracagem de navio de resgate com mais de cinquenta imigrantes
Fotografia: DR

Os líderes do Chipre, França, Grécia, Itália, Malta, Portugal e Espanha declararam que a União Europeia deve “garantir a aplicação efectiva do princípio de solidariedade e divisão justa da carga entre os Estados membros” da União Europeia.
O grupo aprovou ainda o princípio de um salário mínimo e uma protecção social básica em cada país europeu, assim como um orçamento de intervenção para a Zona do Euro. O Presidente francês, Emmanuel Macron, acolheu com satisfação o acordo sobre o orçamento da Zona do Euro obtido no dia anterior entre os ministros das Finanças europeus, mas destacou que o valor é inferior ao desejado por Paris.
As sete nações que se reuniram em Malta na sexta-feira representam cerca de 40 por cento da população e do produto interno bruto da União Europeia e metade da sua costa, segundo Malta.
A declaração final da Cimeira faz um apelo para que “se amplie os esforços para romper o modelo de negócios dos contrabandistas, com o objectivo de se evitar as trágicas perdas de vidas” dos imigrantes.
O Primeiro-Ministro italiano, Giuseppe Conte, que assistiu à reunião, manifestou a sua “frustração” pelo facto da União Europeia “falar em solidariedade sem aplicá-la”.
Um navio de resgate da ONG alemã Sea Watch encontra-se actualmente diante da ilha italiana de Lampedusa, no sul do país, com 53 emigrantes a bordo que foram resgatados diante da costa da Líbia e têm o acesso negado aos portos italianos.
O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, denunciou que os barcos de resgate impedem que a guarda costeira líbia recolha os emigrantes e os devolvam ao território líbio.
Pelo menos 12 mil pessoas morreram desde 2014 quando tentavam fugir da Líbia em direcção à Europa.

Tempo

Multimédia