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Palestina anuncia boicote à conferência de Bahrein

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) anunciou ontem a sua rejeição em participar na conferência económica no Bahrein, prevista para amanhã, como parte económica de um plano de paz que os EUA pretendem promover para resolver o conflito no Médio Oriente, segundo a agência France Press.

Fotografia: DR

Depois de saber que a proposta pretende destinar 50 mil milhões de dólares às economias da Palestina, Israel, Líbano, Egipto e Jordânia, a OLP disse que antes de oferecer ajuda financeira é necessário “levantar o bloqueio de Gaza e acabar com o roubo da nossa terra, recursos e fundos do lado israelita”, de acordo com o membro do Comité Executivo da OLP, Hanan Ashrawi.
“Dêem-nos a liberdade de movimento e controlo das nossas fronteiras, espaço aéreo, territorial e aquático”, destacou Ashrawi na sua conta no Twitter, referindo-se à ocupação israelita dos territórios palestinianos.
Segundo Ashrawi, quando os palestinianos conseguirem o seu Estado, “eles nos verão construir uma economia próspera como um povo livre e soberano”.
Os Estados Unidos anunciaram, no sábado, que o seu plano de paz para o Médio Oriente, cuja componente económica é apresentada esta semana no Bahrein, visa levantar mais de 50 mil milhões de dólares para os palestinos e duplicar o seu PIB em uma década. Dando pela primeira vez detalhes sobre este plano, o Governo de Donald Trump disse que a iniciativa visa tentar reformar a economia palestiniana e vinculá-la à dos vizinhos, a fim de obter grandes investimentos internacionais.
A conferência que está prevista para ser realizada amanhã e quarta-feira em Manama, liderada pelo genro e conselheiro do Presidente norte-americano Jared Kushner, é vista como uma oportunidade para apresentar este plano tão esperado, que mais tarde poderá incluir uma componente política, segundo as autoridades.
A Autoridade Palestiniana anunciou o boicote ao plano intitulado “Da Paz à Prosperidade”, considerando que o Governo Trump, que apoia abertamente Israel, tenta comprar os palestinos e, assim, privá-los de um Estado independente.

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