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Palestinianos recebem apoio de líderes islâmicos reunidos em Meca

A cimeira islâmica deu ontem o apoio aos palestinianos, antes da apresentação de um plano de paz norte-americano considerado, favorável a Israel e confortou a Arábia Saudita após ataques que reavivaram a tensão na região.

Cidade da Arábia Saudista acolheu cimeira islâmica
Fotografia: DR

Num comunicado divulgado no final dos trabalhos da cimeira, na cidade de Meca, na Arábia Saudita, a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) denuncia a transferência da Embaixada norte-americana para Jerusalém, reconhecida pelos Estados Unidos como a capital de Israel.
A OCI apela ainda aos seus 57 membros para “boicotarem” os países que abriram embaixadas em Jerusalém. Além dos Estados Unidos, a Guatemala foi o único país que mudou a Embaixada para a cidade considerada sagrada para as três religiões monoteístas.
Israel ocupou e depois anexou a parte oriental da cidade, o que não é reconhecido pela comunidade internacional. Jerusalém Oriental é reivindicada pelos palestinianos como a capital do futuro Estado a que aspiram.
A OCI sublinha também no comunicado que “a paz e estabilidade na região do Médio Oriente só serão conseguidas com a retirada de Israel dos territórios ocupados em 1967”, na designada “Guerra dos seis dias”. Nesta guerra, Israel ocupou a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, a Península do Sinai e parte dos Montes Golã sírios. O Estado hebreu devolveu entretanto o Sinai aos egípcios e retirou os colonos de Gaza.
A reafirmação desta posição por parte da OCI acontece antes da apresentação do plano norte-americano para resolver o conflito israelo-palestiniano, que o Presidente Donald Trump designa como “acordo do século”.
A componente económica do plano será apresentada numa conferência marcada para o final de Junho, no Bahrein, na qual os palestinianos não pretendem participar, considerando que Washington não é um interlocutor credível, devido ao seu apoio inabalável a Israel.

 

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